Albert Schweitzer - Meu sonho não tem fim

Albert Schweitzer

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Albert Schweitzer nasceu em 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg, região pertencente na época ao Império Alemão e hoje parte da França. Aos trinta anos, ele já gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades européias; tinha uma grande reputação como músico (era um dos melhores intérpretes de Bach) e prestígio como pastor de sua igreja. Porém, isto não era suficiente para uma alma sempre pronta ao serviço, e ele direcionou sua atenção aos africanos das colônias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, debatiam-se na dura vida da selva.

 

Em 1905, iniciou o curso de medicina, e seis anos mais tarde, já formado, casou-se e partiu para o Gabão, onde uma missão necessitava de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Mesmo assim, tratava de mais de 40 doentes por dia.

 

Com o início da I Grande Guerra, Schweitzer foi levado para a França, como prisioneiro de guerra. Passou todo o período da guerra confinado num campo de concentração e com o final do conflito reiniciou seu trabalho como se nada tivesse acontecido, e ante a visão de um mundo desmoronado, dizia: "começaremos novamente, devemos dirigir nosso olhar para a humanidade". Realizou uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra, tornando-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais da Europa.

 

Após sete anos, partiu novamente para o Gabão. Desta vez, acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo. O hospital foi levantado numa área mais propícia, e com o auxílio de uma equipe de profissionais pôde dedicar algumas horas de seu dia a escrever livros, cuja renda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.

 

Extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um "Grande Homem".
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