Salvador Arena - Meu sonho não tem fim

Salvador Arena

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Salvador Arena nasceu em 12 de janeiro de 1915, em Trípoli, na Líbia, então colônia italiana, país de origem de seus pais. Cinco anos mais tarde, sua família imigrou para o Brasil, instalando-se em São Paulo. Sua família não chegou a passar necessidade, porém, tinha uma vida modesta.

 

Em 1936, aos 21 anos, formou-se engenheiro civil e seis anos mais tarde, em 1942, com um capital de 200 dólares, fundou a Termomecânica, naquela época, uma empresa voltada para a produção de fornos e equipamentos para padaria.

 

Criou um modelo de gestão próprio, inovador e avançado para a década de 60, onde prezava, acima de tudo, seu “valioso capital humano”. Criou em sua empresa uma política salarial diferenciada, concedendo, espontaneamente, prêmios por produtividade, mesmo não havendo legislação a esse respeito. Na mesma época concretizou a idéia de proteger seus funcionários das altas taxas de juros do mercado, criando uma cooperativa de crédito, com juros subsidiados, como alternativa de financiamento pessoal.

 

Seu maior sonho, porém, era criar uma escola modelo para seus funcionários. No início da década de 60, montou um colégio dentro de sua fábrica. Seus funcionários encerravam o expediente mais cedo e iam para as aulas. Alguns anos mais tarde, essa escola saiu dos muros da sua fábrica e passou a atender a comunidade de São Bernardo do Campo, onde sua fábrica estava instalada, no Colégio e Faculdade Termomecânica.

 

Dono de uma personalidade crítica e caridosa, empreendeu diversas ações humanitárias. Em 1964 criou a Fundação Salvador Arena, um braço social de sua empresa, concentrando esforços para ajudar os mais carentes. Em seu testamento, instituiu-a como herdeira universal e única de todo o seu patrimônio.

 

Estendeu sua preocupação pelos mais necessitados para o ambiente de sua empresa. Instituiu a distribuição de cestas básicas a desempregados, onde cada um de seus mais de dois mil funcionários era estimulado a participar, indicando um candidato para receber a cesta. Criou também um centro de diagnose, que realiza mais de catorze mil exames gratuitos todos os anos para a comunidade carente da região.

 

Faleceu, em 28 de janeiro de 1998, em São Bernardo do Campo. Morreu na plenitude de seus 83 anos, deixando-nos um exemplo único de ética, visão e obstinação no cenário corporativo brasileiro. Um homem de convicções pessoais embasadas em teorias sociais e em sua crença nas pessoas e em suas potencialidades, na dedicação e no amor ao trabalho.

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